Cotia e Barueri dão suporte para Carapicuíba por falta de bombeiros

Das 38 cidades da região metropolitana de São Paulo, a maior do país, 21 não contam com postos de bombeiros. Dessas, 11 têm população de mais de 80 mil habitantes, o que contabiliza 1,8 milhão de pessoas que precisam contar com o atendimento de cidades vizinhas em casos de incêndios e resgates. Osasco, por exemplo, tem uma população de 660 mil habitante, um quartel com quatro viaturas e duas motos. Atende Carapicuíba, cidade com 369 mil habitantes, a maior sem bombeiros no Estado. São mais de 30 mil habitantes por bombeiros – seis vezes mais que a média estadual.

Só em Carapicuíba foram atendidas 590 ocorrências em 2009 pelos bombeiros – com o apoio de Cotia e Barueri. E o comando dos bombeiros afirma que, se houvesse um posto na cidade, os chamados cresceriam. Já em Franco da Rocha, além de o posto atender Caieiras, Francisco Morato e Mairiporã, há apenas duas viaturas para cobrir mais de 451 mil habitantes. Em Embu, os 240 mil habitantes dependem do posto de Itapecerica da Serra.

Para atendimentos de vítimas, o comando dos bombeiros ressalta que a parceria com o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) é essencial. Mas quatro cidades – Franco da Rocha, Caieiras, Francisco Morato e Mairiporã – também não têm Samu. Permanece em processo de instalação, desde 2009, a central de Embu, que atenderá Itapecerica, Juquitiba e São Lourenço da Serra. Agora, 11 viaturas do Samu de Itapevi se dividem entre mais seis municípios.

O Corpo de Bombeiros sabe os desafios de atendimento. Mas, o chefe da 1.ª Seção do Estado Maior, major Wagner Luis Cardoso Mora, diz que a mudança não é fácil.





– Um dos objetivos do nosso planejamento estratégico é a expansão da presença dos bombeiros. Mas não é de um dia para outro.

Segundo ele, o atendimento integrado entre os batalhões da região metropolitana e da capital paulista tem resultados positivos. As ligações ao 193 dos bombeiros são centralizadas e os homens são despachados de forma planejada.

 Parceria

Para que uma cidade ganhe um posto é necessário um convênio entre prefeitura e PM. O comando admite que as cidades citadas sem postos precisam de atendimento localizado, mas ressalta o papel das administrações locais.

– É preciso vontade municipal. Normalmente, atendemos todos os pedidos.

A legislação indica que é responsabilidade do município o gasto com infraestrutura – de terreno a equipamentos. Ao Estado, cabe assegurar efetivo e uniforme.

Dos 11 municípios com população acima de 80 mil, cinco apontaram o custo como o motivo para que não haja posto na cidade: Santana de Parnaíba, Poá, Embu, Carapicuíba e Taboão. O coordenador da Defesa Civil de Carapicuíba, José Almeida, disse que o orçamento da cidade é pequeno. O secretário de Governo de Embu, Paulo Giannini, também reclamou da lei.

– O gasto é muito elevado para nós.

Jandira e Ferraz de Vasconcelos já têm convênio e terreno, mas não há previsão para inauguração. Itapevi e Caieiras informaram que o pedido foi rejeitado – o que o comando nega. Francisco Morato disse não ter interesse e Mairiporã não respondeu.

Fonte: R7








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